Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Na entrada vi um enorme perfil da Dra. Nise com o texto: “Nise da Silveira caminhos de uma psiquiatra rebelde” .  Achei engraçado e, ao mesmo tempo, um título perfeito! Eu sabia que ia percorrer um local que despertaria variados sentimentos. Era abril de 2009 quando estive no Hospital Pedro II e visitei o Museu de Imagens do Inconsciente.

“Seja a exposição agora apresentada uma mensagem de apelo neste sentido, dirigida a todos que vierem e participarem intimamente do encantamento de formas e de cores criadas por seres humanos encerrados nos tristes lugares que são os hospitais para alienados”. (Nise da Silveira).

museunise4 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Adimiro a Dra. Nise da Silveira, sua obra e realizações e foi muito bom ter um contato próximo com  a  arte dos seus pacientes. Infelizmente não deu tempo para conhecer sua biblioteca… Acontecerá em outra oportunidade.

eu museu nise Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Li sua obra na faculdade, quando fiz a monografia do curso de Psicologia e, posteriormente,  no curso de formação em Arteterapia. Ainda hoje consulto seus livros. Imaginem o quanto foi importante conhecer o Museu de Imagens do Inconsciente.

Abaixo, uma das pinuras de Fernando Diniz com o texto: “O UNIVERSO DE F. DINIZ MUNDO DAS ESTRELAS”.

museunise7 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

museunise8 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Pude ver as obras de Fernando, Adelina, Emygdio, Raphael, Issac, Abelardo, Carlos, entre tantos que compõe o acervo. Ver e sentir.

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quadros1 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

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Abaixo acrescento um texto de Yara Falcon que foi publicado como o encarte “Memória Cultural de Alagoas” no Jornal Gazeta de Alagoas, de 14 de abril de 2010. Intercalo com mais algumas fotos da minha visita ao Museu.

Nise da Silveira
A Revolucionária do Inconsciente

nise silveira Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

A psiquiatra Nise da Silveira cursou Medicina na Faculdade da Bahia. Filha única, desde cedo mostrou-se independente e persis­tente em suas vonta­des, refletindo essa maneira de ser em toda sua vida profissional.

Seguidora dos conceitos da Psicologia Junguiana, tinha por Jung admiração e respeito, vendo-o como inspirador e mestre.

A força de seu pensamento e a concretização de suas ideias encantavam a todos seus discípu­los e colegas que a viam detentora de um carisma próprio a quem está destinada uma grande missão.

textonise Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

No Centro Psiquiátrico Pedro II, no Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, dirigiu a sessão de Terapêutica Ocupacional durante vinte e oito anos, de 46 a 74, transformando-o no ateliê tão desejado as suas pesquisas. Durante toda a existência, defendeu o estudo com doentes mentais através da pintura, por acreditar que elas revelavam coisas do inconsciente que não eram relatadas pelos doentes nas conversas com os terapeutas. Afirmava que as imagens falam por si, traduzem uma linguagem mítica que vem das profundezas da psique.

Considerava-se pouco reconhecida no seu trabalho. Numa entrevista em um dos principais jornais do País, em 1997, revelou que, em cinquenta anos de pesquisa, apenas 70 psiquia­tras haviam visitado o Museu do Inconsciente.

casa palmeiras Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Fundou a Casa das Palmeiras, em 1956, com algumas pessoas que comungavam a mesma ideia, de que a internação não curava, mas tornava a doença mental crónica. Essa clínica, destinada a egressos de hospitais psiquiátricos, desenvolve atividades visando à adaptação dos ex-mternos à sociedade.

Dra. Nise e seu trabalho inspiraram a criação de casas de cultura, museus e institutos psiquiátricos no Brasil e no Exterior.

A força de uma mulher

Dra. Nise da Silveira era alagoana, nasceu em Maceió em 1905. Com 15 anos parte para Salvador, onde vai estudar Medicina. Em 1926, já formada, deixa sua cidade natal logo após a morte de seu pai. Muda-se para o Rio de Janeiro.

registro nise Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Tempos depois segue-lhe sua mãe. Ali reside até morrer em 1999. No Rio de Janeiro, definindo-se pela Psiquiatria, passa a frequentar uma clínica neurológica, surgindo daí suas primeiras inquietações com o tratamento psiquiátrico. Definia-se como uma lutadora. Franzina, de baixa estatura, carregava em si o entusiasmo capaz de desafiar e revolucionar os paradigmas da psiquiatria do seu tempo. As dificuldades que lhe surgiram, por não abrir mão de suas ideias e princípios humanistas, lhe valeram críticas ásperas de colegas ortodoxos que não abdicavam do uso do eletrochoque ou de coisas semelhantes no tratamento das doenças mentais.

Seu amor aos portadores de distúrbios mentais a faz entender que uma pessoa com esse problema não pode se curar em um ambiente de um hospital psiquiátrico, pois, por melhor que fosse, era muito desagradável. Adepta da Terapia Ocupacional, via na expressão da pintura, modelagem e xilogravura o meio de ajudar e compreender o doente no seu lado emocional mais interiorizado. Achava que a relação psiquiatra-cliente deveria se dar através de compreensão e afeto. Não gostava de chamar os clientes de pacientes, dizia serem pessoas, e como tal tinham nomes.

Sempre foi rebelde e provida de muita personalidade. Quando cursando Medicina na Bahia, fazia parte de uma turma de cento e cinquenta e seis alunos, entre os quais só havia ela de mulher. Foi em Salvador, quando da sua tese de final de curso, que travou o primeiro contato com doentes mentais, em pesquisas realizadas em um presídio feminino.

Afinidade com Jung

A partir da manifestação do círculo nos desenhos ou pintura dos doentes esquizofrénicos, Dra. Nise da Silveira começa a indagar: “Como uma pessoa partida em pedaços podia ver tão bem o símbolo da unidade, o círculo? Esquizo em grego significa separado, partido, mas volta e meia apareciam círculos nos desenhos…”Foi assim que escreveu a Jung pergun­tando-lhe se eram mandalas o que os doentes pintavam. Jung responde agradecendo-lhe as mandalas. A partir dessa carta, que a deixa muito feliz, passa a trabalhar com os conceitos de Jung. A Psicologia Jungiana, segundo Dra. Nise, penetra no Brasil através da pintura dos loucos.

nise jung1 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Na década de cinquenta, falar sobre mandala como símbolo do potencial autocurativo era muito inovador. Dizer que a psique do esquizofrênico teria um potencial autocurativo e que a manifestação desse potencial tinha a pré-condição do afeto contrariava basicamente o tratamento da época, de internar os pacientes nos hospitais psiquiátricos, submetendo-os a eletrochoques, lobotomia e a remédios neurolépticos.

Dra. Nise teve oportunidade de encontrar uma única vez com Jung. Nessa ocasião, ele recomendou-lhe estudar mitologia. Sem esse estudo, como ela mesma falou em alguns momen­tos de sua vida, não teria entendido muitos dos seus doentes. Como o caso de Adelina: gostava de um homem e, reprimida pela mãe, o abandona. Era uma mulher do interior do Rio, simples. Passou uns dias tristes, e a família encarou como natural. Mas foi o início do processo de cisão com a realidade. Desenhava sua mãe como um mons­tro. No seu desenho de mulher vegetal o que se vê é o mito de Dafne. Ela foge e solicita a sua mãe transformá-la em vegetal. Sem a mitologia não poderia compreendê-la.

Em  1968, dá-se a criação do Grupo de Estudo Carl G. Jung por Dra. Nise da Silveira, no qual foi presidente vitalícia. Em tributo a seu mestre, escreve Jung, Vida e Obra.

Museu do Inconsciente

A fundação do Museu Imagens do Inconsciente deu-se em 1952. A obra nasceu da coragem e da vontade dessa psiquiatra em expor as pinturas e desenhos de seus pacientes vitima­dos pela esquizofrenia. A função maior do museu não é revelar artistas entre os portadores de distúrbios mentais, mas de auxiliar a pesquisa na compreensão dos mitos escondidos na psique dos doentes, capazes de levar o terapeuta a uma melhor interpretação das emoções dos pacientes que passam nos hospitais psiquiátricos.

Figuram no acervo pinturas de Fernando Diniz, que ainda vive em Hospital Psiquiátrico.

Dra. Nise nunca permitiu vender uma obra do museu, apesar de altas ofertas, porque entendia que aquelas peças eram fundamentais à compreensão da história emocional do autor.

O Museu do Inconsciente tem hoje em seu acervo 350 mil obras e funciona também como um centro de estudos.

Nise revolucionária

Em 26 de outubro de 1936, Níse da Silveira foi presa por se contrapor ao Estado Novo, à ditadura Virgas. Passou mais de um ano no presídio da Rua Frei Caneca. Entre seus companheiros de cárcere estavam Olga Benário, Maria Werneck e Gracílíano Ramos, seu conterrâneo. Graciliano se refere a esse encontro com a psiquiatra, no livro Memórias do Cárcere:

“Junto, à direita, além de uma grade larga, distingui, afinal, uma senhora pálida e magra, de olhos fixos, arregalados. O rosto moço revelava fadiga, aos cabelos negros misturavam-se alguns fios grisalhos. Referiu-se a Maceió, apresentou-se: Nise da Silveira. Noutro lugar o encontro me daria prazer. O que senti foi surpresa, lamentei ver a minha conterrânea fora do mundo, longe da profissão, do hospital, dos seus queridos loucos”.

camisa eletro Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Ao sair da prisão, assume seu cargo no Hospital Psiquiátrico Pedro II. O tratamento com o eletrochoque era o máximo de recurso para os portadores de distúrbios mentais. Dra. Nise se coloca radicalmente contrária ao uso da máquina, que provocava convulsão no paciente.Também se contrapõe à lobotomia – corte de células nervosas do cérebro para eliminar a agressividade. No ano de 1946, cria o Centro de Terapia Ocupacional no hospital. Das 17 oficinas criadas, as de pintura, modelagem e xilogravura lhe trouxeram resultados gratificantes na compreensão das patologias de seus doentes.

Nise felinófila

A doutora Nise felinófila é desconhecida para muitos. Sua paixão pelos gatos a faz escrever em 1997 o livro A Emoção de Lidar, editado pela Léo Christiano Editorial. Dedica também essa obra a uma dúzia de gatos que conviveram com ela durante a vida. Pitoresca é a história do Nestor contada nesse livro: “Na época em que me encontrava na casa de detenção, como presa política, vi uma pequena gata dormindo, recostada num ângulo do muro do pátio, onde às vezes nos permitiam tomar banho de sol.

Olhava fixamente a gata um preso comum chamado Nestor. Tinha a fama do maior arrombador da cidade. Perguntei: ‘Nestor, por que você está olhando tão fixamente para esta gata?

Ele respondeu como um sábio: ‘Essa gata é quem sabe tirar cadeia!’. Com efeito, refleti, o que importa à gata se está dormindo ao sol, no pátio da casa de detenção ou no terraço de uma bela mansão? Aproveitei em várias ocasiões essa magnífica lição de Nestor”.

Por que Emoção de Lidar?

O termo nasceu quando um paciente de sexo masculino, da Terapia Ocupacional do Hospital Pedro II, optou pela sala de atividades femininas porque viu sobre a mesa um pano de veludo, que o atraiu. Pedindo licença à monitora, começou a manusear o tecido mostrando habilidade e grande felicidade. No final, resul­tou um gato. Dingindo-se à monitora, falou: “Como é macio! Sinto grande emoção de lidar com ele entre minhas mãos”.

emocao lidar Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Emoção de Lidar, mais tarde, substitui o termo Terapêutica Ocupacional, o qual Dra. Nise achava pesado. Usava-o para seguir a norma internacional ditada pelos ingleses e americanos, mas não simpatizava com essa denominação, pois, como dizia sempre, faltava-lhe emoção.

Nise, a escritora

Além de escrever obras relacionadas à Psiquiatria, como Imagens do Inconsciente, jung, Vida e Obra, O Mundo das Imagens, Nise da Silveira enveredou pela Literatura. Seu livro, Cartas a Spinoza, de agradável leitura, traz profundas reflexões sobre a existência humana e seus valores. Nessa obra, declara seu amor e admiração ao filósofo do século XVII e confessa ter sido influenciada por suas ideias. Descreve seu primeiro contato com Spinoza, era uma época difícil para ela. Estava imersa em problemas, contradições e sofrimentos que lhe atormenta­vam o espírito. Veio parar em suas mãos A Ética. Essa obra do filósofo trouxe respostas para perguntas que a inquietavam. Ajudou-lhe a refazer seus pensamentos e a prever a sua missão.

Ainda em Cartas a Spinoza, a inteligente alagoana, referindo-se ao filósofo, relata: “E agora se eu lhe disser que sonhei com você? Sua figura não se apresentava nítida, mas era claríssimo aquilo que você me comunicava: a loucura é a pior forma de escravidão humana”.

Quanto mais reflito, mais me convenço de sua sabedoria. “A loucura é acorrentamento a uma paixão, a uma ideia, é fixação na visão de imagens horrendas ou belas, um emaranhamento num espaço e tempo imutáveis”.

Um pouco de dedução

Dra. Nise, lembrando-se de sua época de ginasiana no Liceu de Maceió, refere-se ao seu genitor como o principal motivador para seu conhecimento dedutivo, racional.

“… logo no início das férias, eu estava arrumando meus livros:

Separei os volumes de Álgebra, Geometria e cadernos correspondentes e os guardei num armário próximo de minha mesa de estudo (era linda essa pequena mesa com seus elegantes pés volteados). Sobre ela coloquei livros de Física, Química e História Natural, que seriam as matérias no ano letivo seguinte, de acordo com os programas da época.

Meu pai estava perto, sentado numa cadeira de balanço. Parecia totalmente absorvido em sua leitura.

Foi com surpresa que o ouvi perguntar-me:

- Você vai recolher seus livros de Geometria?-   Sim, agora terei outras matérias para estudar.

-  Lamento, porque Geometria não é uma matéria como as outras. Não é apenas o estudo das propriedades da figura.  Ensina a arte de pensar.Meu paí, em poucas palavras, mostrara-me uma perspectiva nova de estudo. Eu tinha na ocasião quatorze anos de idade, mas me feriu a expressão ‘arte de pensar’”.

Nunca mais desgrudou do seu tratado de Geometria, levando-o para Bahia quando foi prestar exames preparatórios para o curso médico.

Como diria mais tarde, esse segundo género de conhecimento a faz abominar o ouvir dizer ou experiências vagas do primeiro género de conhecimento, contribuindo para seu raciocínio dedutivo, investigativo, mesmo a partir de formas abstratas. Quando começou a estudar

Filosofia, declarou ser o terceiro género de conhecimento muito mais difícil que o segundo, pois implicava na “apreensão imediata da essência das coisas”.

Curioso

Aos noventa e dois anos de idade, no seu apartamento na Rua Marques de Abrantes, no Flamengo, recebia todas as quartas-feiras quarenta participantes de um Grupo de Estudos Psiquiátricos. Que energia alimentava essa mulher pouco reconhecida em seu tempo, em seu legado intelectual, técnico e filosófico? Será que nasceu antes de sua época ou veio plantar as sementes do futuro na Psiquiatria? Frágil, onde buscou tanta coragem e Firmeza em suas convic­ções?

Seus ensinamentos de Psicologia Analítica começam a trazer resultados em várias mstitui-ÇÕcs psiquiátricas do País e Exterior. Mas ela não está mais aqui: morreu aos 94 anos em outubro de 1999- Se aqui estivesse, vendo suas ideias

concretizadas e seguidas por muitos discípulos, essa Pedro II, quando se aposentou compulsoriamente aos humilde e brava alagoana seria capaz de repetir em 69 anos, e, se apresentando, disse: quero participar algumas outras instituições o que fez no Hospital como estagiária.

Dados Biográficos

•  Nasce em Maceió, em I 5 de fevereiro de 1905, Nise de Magalhães.

•  Forma-se em Medicina pela Faculdade da Bahia em 1926.

•  E aprovada no concurso para médico-psiquiatra da antiga Assistência a Psicopatas e profilaxia em 1933.

•  Presa como comunista, fica afastada do serviço público de 1936 a 1944-

•  Em 1946, funda a Seção de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Nacional.

•  Em 1952, funda o Museu de Imagens do Inconsciente.

•  Em 1956, funda a Casa das Palmeiras.

•  Em 1957/58,  vai estudar em Zurique, no Instituto C.G. Jung.

•  Em 1960, participa da Fundação Societé International de Psychopatologie de LExpression, em Paris, como membro-fundadora.

•  Em 1961/62/64, volta a estudar e realizar pes­quisas no Instituto Jung em Zurique.

•  Em 1965 promove a publicação da Revista Quaternio, editada pelo Grupo de Estudos C. G. Jung.

•  Em 1968, funda o Grupo de Estudos do

Museu de Imagens do Inconsciente.

•  Em 1969, oficializa o Grupo de Estudos Jung.

•  Em 1975, aposenta-se da DNSMMS, órgão do Ministério da Saúde.

•  Em 1976, ministra cursos e conferências sobre o tema Imagens do Inconsciente.

•  De 1979 a 1981 é supervisora-científica do pro-jeto Treinamento Terapêutico e Manutenção do Museu, realizado no Museu de Imagens do Inconsciente.

•  Na década de 80 e no ano de 1990, publica tra­balhos científicos e literários.

•  Morre em outubro de 1999 no Rio de Janeiro.

Instituições criadas sob inspiração dos trabalhos de Nise da Silveira

•  Association Nise da Silveira- Images de rinconscicnt-Paris.

•  Museo delle Forme InconsapevolH-Gênová.

•  Centro de Estudos Nise da Silveira-Juiz de Fora-Mmas Gerais.

•  Museu Nise da Sílveira-Colônía Juliano Moreira-Rio.

•  Casa das Palmeiras-Rio.

•  Museu de Imagens do Inconscíente-Rio.

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Comentários

1 Comentários on "Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente."

  1. veronica on ter, 22nd nov 2011 11:34 

    É muito importante essas informações,pois o povo alagoano deveria buscar mais sobre os artistas de nossa terra.De fato nise foi verdadeiramente uma guerreira.Estou pesquizando sobre amesma para realizar um trabalho de minha mãe.

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