Os mini jardins naturais da arquiteta Lúcia Lira

julho 3, 2011 by Adriana Jardim  
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Um dia, vi uma gamela que continha terra, plantas, pedras, cristais, galhos secos, tudo harmoniozamente disposto. Aquela composição transmitia uma agradável sensação de harmonia, frescor e delicadeza. Era um mini jardim da arquiteta Lúcia Lira.

minijardim lucia lira2 Os mini jardins naturais da arquiteta Lúcia Lira

Os mini jardins são feitos com vasos de barro, gamelas, vidros, recientes naturais ou reciclados, onde são compostos elementos como terra, areia, cascalhos, pedras, galhos secos, cristais, entre outros colhidos na natureza. Usando a criatividade e vários tipos de ornamentos consegue-se uma infinidade de modelos. Além de lindos são uma terapia para quem faz e uma alegria para que ver.

minijardim lucia lira1 Os mini jardins naturais da arquiteta Lúcia Lira

Segundo a arquiteta, os mini jardins podem ser inseridos nos projetos de decoração para compor ambientes internos, para dar um toque especial em um jardim, na decoração de festas. Lucia Lira já fez vários mini jardins para serem presenteados. Quem não gostaria de ganhar um desses?

minijardim lucia lira3 Os mini jardins naturais da arquiteta Lúcia Lira

Um pouco sobre Lúcia Lira:

lucia lira arquiteta 1 Os mini jardins naturais da arquiteta Lúcia Lira

Lúcia Lira formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela UFAL em 1989 e ampliou seus conhecimentos técnicos em São Paulo, na FAUSP, na Escola Paulista de Arte e Decoração – ESPADE e Mackenzie.

Trabalhou no escritório CASAVIVA em São Carlos/SP, foi organizadora e professora do curso de apresentação gráfica, professora convidada da Escola Técnica Federal de Alagoas, em 2002, para lecionar a matéria Apresentação Gráfica no curso de Design. Prestou serviço na Secretaria Executiva de Educação do Estado de Alagoas (desenvolvendo projetos de edificações escolares, reformas e ambientação) e na Usina Santa Clodilde, Rio Largo/AL (onde desenvolveu projeto de reforma e ambientação). Recentemente esteve na Suíça para ampliação de conhecimentos profissionais. “Também estava buscando novos ares e inspirações”.

Tem conhecimentos sólidos em perspectiva avançada e aerografia e atua com projetos arquitetônicos, ambientação, paisagismo e apresentação de projetos. Em Maceió, prestou serviço às construtoras Lares, Prévia, Habitacional e Reycon.

Alguns projetos:

projeto casa lucia lira Os mini jardins naturais da arquiteta Lúcia Lira

Projeto residencial em Santa Luzia do Norte

idear lucia lira nadeje Os mini jardins naturais da arquiteta Lúcia Lira

Projeto em parcecia com a arqta. Nadeje Feitosa

lucia lira pousada barra sol Os mini jardins naturais da arquiteta Lúcia Lira

Projeto da recepção e ambientação - Pousada Barra Sol.

Contatos pelo telefone: 55 82 9982.3591

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Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

julho 18, 2010 by Adriana Jardim  
Filed under Destaques, Espaço Ser & Arte

Na entrada vi um enorme perfil da Dra. Nise com o texto: “Nise da Silveira caminhos de uma psiquiatra rebelde” .  Achei engraçado e, ao mesmo tempo, um título perfeito! Eu sabia que ia percorrer um local que despertaria variados sentimentos. Era abril de 2009 quando estive no Hospital Pedro II e visitei o Museu de Imagens do Inconsciente.

“Seja a exposição agora apresentada uma mensagem de apelo neste sentido, dirigida a todos que vierem e participarem intimamente do encantamento de formas e de cores criadas por seres humanos encerrados nos tristes lugares que são os hospitais para alienados”. (Nise da Silveira).

museunise4 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Adimiro a Dra. Nise da Silveira, sua obra e realizações e foi muito bom ter um contato próximo com  a  arte dos seus pacientes. Infelizmente não deu tempo para conhecer sua biblioteca… Acontecerá em outra oportunidade.

eu museu nise Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Li sua obra na faculdade, quando fiz a monografia do curso de Psicologia e, posteriormente,  no curso de formação em Arteterapia. Ainda hoje consulto seus livros. Imaginem o quanto foi importante conhecer o Museu de Imagens do Inconsciente.

Abaixo, uma das pinuras de Fernando Diniz com o texto: “O UNIVERSO DE F. DINIZ MUNDO DAS ESTRELAS”.

museunise7 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

museunise8 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Pude ver as obras de Fernando, Adelina, Emygdio, Raphael, Issac, Abelardo, Carlos, entre tantos que compõe o acervo. Ver e sentir.

museunise9 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

quadros1 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

museunise2 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

museunise3 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Abaixo acrescento um texto de Yara Falcon que foi publicado como o encarte “Memória Cultural de Alagoas” no Jornal Gazeta de Alagoas, de 14 de abril de 2010. Intercalo com mais algumas fotos da minha visita ao Museu.

Nise da Silveira
A Revolucionária do Inconsciente

nise silveira Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

A psiquiatra Nise da Silveira cursou Medicina na Faculdade da Bahia. Filha única, desde cedo mostrou-se independente e persis­tente em suas vonta­des, refletindo essa maneira de ser em toda sua vida profissional.

Seguidora dos conceitos da Psicologia Junguiana, tinha por Jung admiração e respeito, vendo-o como inspirador e mestre.

A força de seu pensamento e a concretização de suas ideias encantavam a todos seus discípu­los e colegas que a viam detentora de um carisma próprio a quem está destinada uma grande missão.

textonise Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

No Centro Psiquiátrico Pedro II, no Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, dirigiu a sessão de Terapêutica Ocupacional durante vinte e oito anos, de 46 a 74, transformando-o no ateliê tão desejado as suas pesquisas. Durante toda a existência, defendeu o estudo com doentes mentais através da pintura, por acreditar que elas revelavam coisas do inconsciente que não eram relatadas pelos doentes nas conversas com os terapeutas. Afirmava que as imagens falam por si, traduzem uma linguagem mítica que vem das profundezas da psique.

Considerava-se pouco reconhecida no seu trabalho. Numa entrevista em um dos principais jornais do País, em 1997, revelou que, em cinquenta anos de pesquisa, apenas 70 psiquia­tras haviam visitado o Museu do Inconsciente.

casa palmeiras Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Fundou a Casa das Palmeiras, em 1956, com algumas pessoas que comungavam a mesma ideia, de que a internação não curava, mas tornava a doença mental crónica. Essa clínica, destinada a egressos de hospitais psiquiátricos, desenvolve atividades visando à adaptação dos ex-mternos à sociedade.

Dra. Nise e seu trabalho inspiraram a criação de casas de cultura, museus e institutos psiquiátricos no Brasil e no Exterior.

A força de uma mulher

Dra. Nise da Silveira era alagoana, nasceu em Maceió em 1905. Com 15 anos parte para Salvador, onde vai estudar Medicina. Em 1926, já formada, deixa sua cidade natal logo após a morte de seu pai. Muda-se para o Rio de Janeiro.

registro nise Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Tempos depois segue-lhe sua mãe. Ali reside até morrer em 1999. No Rio de Janeiro, definindo-se pela Psiquiatria, passa a frequentar uma clínica neurológica, surgindo daí suas primeiras inquietações com o tratamento psiquiátrico. Definia-se como uma lutadora. Franzina, de baixa estatura, carregava em si o entusiasmo capaz de desafiar e revolucionar os paradigmas da psiquiatria do seu tempo. As dificuldades que lhe surgiram, por não abrir mão de suas ideias e princípios humanistas, lhe valeram críticas ásperas de colegas ortodoxos que não abdicavam do uso do eletrochoque ou de coisas semelhantes no tratamento das doenças mentais.

Seu amor aos portadores de distúrbios mentais a faz entender que uma pessoa com esse problema não pode se curar em um ambiente de um hospital psiquiátrico, pois, por melhor que fosse, era muito desagradável. Adepta da Terapia Ocupacional, via na expressão da pintura, modelagem e xilogravura o meio de ajudar e compreender o doente no seu lado emocional mais interiorizado. Achava que a relação psiquiatra-cliente deveria se dar através de compreensão e afeto. Não gostava de chamar os clientes de pacientes, dizia serem pessoas, e como tal tinham nomes.

Sempre foi rebelde e provida de muita personalidade. Quando cursando Medicina na Bahia, fazia parte de uma turma de cento e cinquenta e seis alunos, entre os quais só havia ela de mulher. Foi em Salvador, quando da sua tese de final de curso, que travou o primeiro contato com doentes mentais, em pesquisas realizadas em um presídio feminino.

Afinidade com Jung

A partir da manifestação do círculo nos desenhos ou pintura dos doentes esquizofrénicos, Dra. Nise da Silveira começa a indagar: “Como uma pessoa partida em pedaços podia ver tão bem o símbolo da unidade, o círculo? Esquizo em grego significa separado, partido, mas volta e meia apareciam círculos nos desenhos…”Foi assim que escreveu a Jung pergun­tando-lhe se eram mandalas o que os doentes pintavam. Jung responde agradecendo-lhe as mandalas. A partir dessa carta, que a deixa muito feliz, passa a trabalhar com os conceitos de Jung. A Psicologia Jungiana, segundo Dra. Nise, penetra no Brasil através da pintura dos loucos.

nise jung1 Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Na década de cinquenta, falar sobre mandala como símbolo do potencial autocurativo era muito inovador. Dizer que a psique do esquizofrênico teria um potencial autocurativo e que a manifestação desse potencial tinha a pré-condição do afeto contrariava basicamente o tratamento da época, de internar os pacientes nos hospitais psiquiátricos, submetendo-os a eletrochoques, lobotomia e a remédios neurolépticos.

Dra. Nise teve oportunidade de encontrar uma única vez com Jung. Nessa ocasião, ele recomendou-lhe estudar mitologia. Sem esse estudo, como ela mesma falou em alguns momen­tos de sua vida, não teria entendido muitos dos seus doentes. Como o caso de Adelina: gostava de um homem e, reprimida pela mãe, o abandona. Era uma mulher do interior do Rio, simples. Passou uns dias tristes, e a família encarou como natural. Mas foi o início do processo de cisão com a realidade. Desenhava sua mãe como um mons­tro. No seu desenho de mulher vegetal o que se vê é o mito de Dafne. Ela foge e solicita a sua mãe transformá-la em vegetal. Sem a mitologia não poderia compreendê-la.

Em  1968, dá-se a criação do Grupo de Estudo Carl G. Jung por Dra. Nise da Silveira, no qual foi presidente vitalícia. Em tributo a seu mestre, escreve Jung, Vida e Obra.

Museu do Inconsciente

A fundação do Museu Imagens do Inconsciente deu-se em 1952. A obra nasceu da coragem e da vontade dessa psiquiatra em expor as pinturas e desenhos de seus pacientes vitima­dos pela esquizofrenia. A função maior do museu não é revelar artistas entre os portadores de distúrbios mentais, mas de auxiliar a pesquisa na compreensão dos mitos escondidos na psique dos doentes, capazes de levar o terapeuta a uma melhor interpretação das emoções dos pacientes que passam nos hospitais psiquiátricos.

Figuram no acervo pinturas de Fernando Diniz, que ainda vive em Hospital Psiquiátrico.

Dra. Nise nunca permitiu vender uma obra do museu, apesar de altas ofertas, porque entendia que aquelas peças eram fundamentais à compreensão da história emocional do autor.

O Museu do Inconsciente tem hoje em seu acervo 350 mil obras e funciona também como um centro de estudos.

Nise revolucionária

Em 26 de outubro de 1936, Níse da Silveira foi presa por se contrapor ao Estado Novo, à ditadura Virgas. Passou mais de um ano no presídio da Rua Frei Caneca. Entre seus companheiros de cárcere estavam Olga Benário, Maria Werneck e Gracílíano Ramos, seu conterrâneo. Graciliano se refere a esse encontro com a psiquiatra, no livro Memórias do Cárcere:

“Junto, à direita, além de uma grade larga, distingui, afinal, uma senhora pálida e magra, de olhos fixos, arregalados. O rosto moço revelava fadiga, aos cabelos negros misturavam-se alguns fios grisalhos. Referiu-se a Maceió, apresentou-se: Nise da Silveira. Noutro lugar o encontro me daria prazer. O que senti foi surpresa, lamentei ver a minha conterrânea fora do mundo, longe da profissão, do hospital, dos seus queridos loucos”.

camisa eletro Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Ao sair da prisão, assume seu cargo no Hospital Psiquiátrico Pedro II. O tratamento com o eletrochoque era o máximo de recurso para os portadores de distúrbios mentais. Dra. Nise se coloca radicalmente contrária ao uso da máquina, que provocava convulsão no paciente.Também se contrapõe à lobotomia – corte de células nervosas do cérebro para eliminar a agressividade. No ano de 1946, cria o Centro de Terapia Ocupacional no hospital. Das 17 oficinas criadas, as de pintura, modelagem e xilogravura lhe trouxeram resultados gratificantes na compreensão das patologias de seus doentes.

Nise felinófila

A doutora Nise felinófila é desconhecida para muitos. Sua paixão pelos gatos a faz escrever em 1997 o livro A Emoção de Lidar, editado pela Léo Christiano Editorial. Dedica também essa obra a uma dúzia de gatos que conviveram com ela durante a vida. Pitoresca é a história do Nestor contada nesse livro: “Na época em que me encontrava na casa de detenção, como presa política, vi uma pequena gata dormindo, recostada num ângulo do muro do pátio, onde às vezes nos permitiam tomar banho de sol.

Olhava fixamente a gata um preso comum chamado Nestor. Tinha a fama do maior arrombador da cidade. Perguntei: ‘Nestor, por que você está olhando tão fixamente para esta gata?

Ele respondeu como um sábio: ‘Essa gata é quem sabe tirar cadeia!’. Com efeito, refleti, o que importa à gata se está dormindo ao sol, no pátio da casa de detenção ou no terraço de uma bela mansão? Aproveitei em várias ocasiões essa magnífica lição de Nestor”.

Por que Emoção de Lidar?

O termo nasceu quando um paciente de sexo masculino, da Terapia Ocupacional do Hospital Pedro II, optou pela sala de atividades femininas porque viu sobre a mesa um pano de veludo, que o atraiu. Pedindo licença à monitora, começou a manusear o tecido mostrando habilidade e grande felicidade. No final, resul­tou um gato. Dingindo-se à monitora, falou: “Como é macio! Sinto grande emoção de lidar com ele entre minhas mãos”.

emocao lidar Dra. Nise da Silveira e o Museu de Imagens do Inconsciente.

Emoção de Lidar, mais tarde, substitui o termo Terapêutica Ocupacional, o qual Dra. Nise achava pesado. Usava-o para seguir a norma internacional ditada pelos ingleses e americanos, mas não simpatizava com essa denominação, pois, como dizia sempre, faltava-lhe emoção.

Nise, a escritora

Além de escrever obras relacionadas à Psiquiatria, como Imagens do Inconsciente, jung, Vida e Obra, O Mundo das Imagens, Nise da Silveira enveredou pela Literatura. Seu livro, Cartas a Spinoza, de agradável leitura, traz profundas reflexões sobre a existência humana e seus valores. Nessa obra, declara seu amor e admiração ao filósofo do século XVII e confessa ter sido influenciada por suas ideias. Descreve seu primeiro contato com Spinoza, era uma época difícil para ela. Estava imersa em problemas, contradições e sofrimentos que lhe atormenta­vam o espírito. Veio parar em suas mãos A Ética. Essa obra do filósofo trouxe respostas para perguntas que a inquietavam. Ajudou-lhe a refazer seus pensamentos e a prever a sua missão.

Ainda em Cartas a Spinoza, a inteligente alagoana, referindo-se ao filósofo, relata: “E agora se eu lhe disser que sonhei com você? Sua figura não se apresentava nítida, mas era claríssimo aquilo que você me comunicava: a loucura é a pior forma de escravidão humana”.

Quanto mais reflito, mais me convenço de sua sabedoria. “A loucura é acorrentamento a uma paixão, a uma ideia, é fixação na visão de imagens horrendas ou belas, um emaranhamento num espaço e tempo imutáveis”.

Um pouco de dedução

Dra. Nise, lembrando-se de sua época de ginasiana no Liceu de Maceió, refere-se ao seu genitor como o principal motivador para seu conhecimento dedutivo, racional.

“… logo no início das férias, eu estava arrumando meus livros:

Separei os volumes de Álgebra, Geometria e cadernos correspondentes e os guardei num armário próximo de minha mesa de estudo (era linda essa pequena mesa com seus elegantes pés volteados). Sobre ela coloquei livros de Física, Química e História Natural, que seriam as matérias no ano letivo seguinte, de acordo com os programas da época.

Meu pai estava perto, sentado numa cadeira de balanço. Parecia totalmente absorvido em sua leitura.

Foi com surpresa que o ouvi perguntar-me:

- Você vai recolher seus livros de Geometria?-   Sim, agora terei outras matérias para estudar.

-  Lamento, porque Geometria não é uma matéria como as outras. Não é apenas o estudo das propriedades da figura.  Ensina a arte de pensar.Meu paí, em poucas palavras, mostrara-me uma perspectiva nova de estudo. Eu tinha na ocasião quatorze anos de idade, mas me feriu a expressão ‘arte de pensar’”.

Nunca mais desgrudou do seu tratado de Geometria, levando-o para Bahia quando foi prestar exames preparatórios para o curso médico.

Como diria mais tarde, esse segundo género de conhecimento a faz abominar o ouvir dizer ou experiências vagas do primeiro género de conhecimento, contribuindo para seu raciocínio dedutivo, investigativo, mesmo a partir de formas abstratas. Quando começou a estudar

Filosofia, declarou ser o terceiro género de conhecimento muito mais difícil que o segundo, pois implicava na “apreensão imediata da essência das coisas”.

Curioso

Aos noventa e dois anos de idade, no seu apartamento na Rua Marques de Abrantes, no Flamengo, recebia todas as quartas-feiras quarenta participantes de um Grupo de Estudos Psiquiátricos. Que energia alimentava essa mulher pouco reconhecida em seu tempo, em seu legado intelectual, técnico e filosófico? Será que nasceu antes de sua época ou veio plantar as sementes do futuro na Psiquiatria? Frágil, onde buscou tanta coragem e Firmeza em suas convic­ções?

Seus ensinamentos de Psicologia Analítica começam a trazer resultados em várias mstitui-ÇÕcs psiquiátricas do País e Exterior. Mas ela não está mais aqui: morreu aos 94 anos em outubro de 1999- Se aqui estivesse, vendo suas ideias

concretizadas e seguidas por muitos discípulos, essa Pedro II, quando se aposentou compulsoriamente aos humilde e brava alagoana seria capaz de repetir em 69 anos, e, se apresentando, disse: quero participar algumas outras instituições o que fez no Hospital como estagiária.

Dados Biográficos

•  Nasce em Maceió, em I 5 de fevereiro de 1905, Nise de Magalhães.

•  Forma-se em Medicina pela Faculdade da Bahia em 1926.

•  E aprovada no concurso para médico-psiquiatra da antiga Assistência a Psicopatas e profilaxia em 1933.

•  Presa como comunista, fica afastada do serviço público de 1936 a 1944-

•  Em 1946, funda a Seção de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Nacional.

•  Em 1952, funda o Museu de Imagens do Inconsciente.

•  Em 1956, funda a Casa das Palmeiras.

•  Em 1957/58,  vai estudar em Zurique, no Instituto C.G. Jung.

•  Em 1960, participa da Fundação Societé International de Psychopatologie de LExpression, em Paris, como membro-fundadora.

•  Em 1961/62/64, volta a estudar e realizar pes­quisas no Instituto Jung em Zurique.

•  Em 1965 promove a publicação da Revista Quaternio, editada pelo Grupo de Estudos C. G. Jung.

•  Em 1968, funda o Grupo de Estudos do

Museu de Imagens do Inconsciente.

•  Em 1969, oficializa o Grupo de Estudos Jung.

•  Em 1975, aposenta-se da DNSMMS, órgão do Ministério da Saúde.

•  Em 1976, ministra cursos e conferências sobre o tema Imagens do Inconsciente.

•  De 1979 a 1981 é supervisora-científica do pro-jeto Treinamento Terapêutico e Manutenção do Museu, realizado no Museu de Imagens do Inconsciente.

•  Na década de 80 e no ano de 1990, publica tra­balhos científicos e literários.

•  Morre em outubro de 1999 no Rio de Janeiro.

Instituições criadas sob inspiração dos trabalhos de Nise da Silveira

•  Association Nise da Silveira- Images de rinconscicnt-Paris.

•  Museo delle Forme InconsapevolH-Gênová.

•  Centro de Estudos Nise da Silveira-Juiz de Fora-Mmas Gerais.

•  Museu Nise da Sílveira-Colônía Juliano Moreira-Rio.

•  Casa das Palmeiras-Rio.

•  Museu de Imagens do Inconscíente-Rio.

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Usar ou não usar?

abril 11, 2010 by Adriana Jardim  
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Quem está na foto? Ela, Costanza Pascolato. É reconhecida como uma autoridade em moda no Brasil, escreveu três livros: Essencial: o que você precisa para saber viver com mais estilo, Como ser uma modelo de sucesso e Confidencial, lançado em 2009. Ela não está no mundo da arte em papel, mas está no mundo da arte de vestir!

costanza pascolato caveira Usar ou não usar?

Quando eu era adolescente, quer dizer, nem tanto, eu comprei um pingente de prata articulado que é uma caveirinha. Na época achei diferente. Recentemente, desencavei este pingente que estava todo pretinho, limpei e relembrei um tempo que passou.

pingente caveira Usar ou não usar?

Hoje, como antigamente, estou sem saber se devo ou não usar. Antes, achava que só devia usar, ou não, em poucos eventos jovens. Hoje, até antes de ver Constanza, achava que não tenho mais idade para usar, ou sim.

A caveira tem muitos significados e é muito usada no mundo da música entre roqueiros e etc. Bom, apesar de gostar de rock, não sou roqueira!

Ai ! Enconto em um blog, Contanza Pascolato, eu disse Contanza Pascolato, atualíssima, usando um anel de caveira! Show! Eu acho que devo usar meu pingente ué! Quem sabe no próximo show de rock ou evento fashion! icon wink Usar ou não usar?

Up! 05/07/2010:

Volto aqui porque ontem vi no Blog “Ta Usando” um post sobre o lançamento da coleção “Capsula” do B.Luxo  na loja da Surface to Air. Olha o anel!

anel caveira bluxo Usar ou não usar?

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Livro “Não Há Tempo Perdido” de Selma Jardim

dezembro 22, 2009 by Adriana Jardim  
Filed under Espaço Ser & Arte

selma jardim Livro Não Há Tempo Perdido de Selma Jardim

Tudo começou com um sonho que transformei em realidade. Escrever meus livros foi um grande prazer, uma tarefa mágica e enriquecida. Editei no ano passado: Um aprendiz na escola da vida e somos responsáveis pelos nossos atos. (um livro em dois). Eles refletem situações vivenciadas por mim. conseqüências e reflexões. Sem pretensão posso afirmar que adquiri admiradores e amigos, não sou uma intelectual, mas simplesmente uma dona de casa que amadureceu com a experiência da vida, que busca um aprimoramento e uma vivência feliz.

Maria Selma Motta Jardim nasceu em Maceió/Al, em 01 de fevereiro de 1939. Seu novo livro chama-se “Não há Tempo Perdido” e tem como ilustração de capa uma de suas pinturas.  “Abordo assuntos relacionados com os jovens: o sexo, adolescência, o exercício sublime do entendimento entre eles e seus pais, repasso conceitos que adotei em minha vida e que deram certo, me aprofundo no desejo de buscarmos a Paz e nos caminhos para encontrá-la. Além desses textos, há contos, reflexões, mensagens, tudo narrado com muito carinho e sinceridade. Aspiro auxiliar e para isso busco a sintonia com Deus, Nele encontro sempre o equilíbrio. Espero que vocês se identifiquem comigo, com os meus valores e apreciem a leitura”, diz a autora.

livro selma jardim tempo Livro Não Há Tempo Perdido de Selma Jardim

Contracapa:

A Mais Bela Flor do Jardim
Por Maria Luiza Russo – Bibliotecária; especialista em Indexação da Informação; diretora da Biblioteca Pública Estadual; professora do curso de Biblioteconomia da UFAL e contadora de histórias.

Assim como a abelha pousa de flor em flor. A cigarra solta seu belo canto por entre as árvores e pomares. Em espumas e véu de noiva, a cachoeira derrama as lágrimas do conhecimento, regando todo o jardim. Nasceu neste jardim uma flor especial dentre outras margaridas, rosas e violetas… Selma Jardim é o nome desta preciosa flor, que lança sua terceira pétala intitulada…Não há tempo perdido.

Germinada do mais belo jardim, presenteia-nos com sua terceira e mais bela obra criada para enternecer os corações de nós leitores e presentear com seus argumentos os nossos filhos ainda jovens, todo conhecimento de suas relações ainda imaturas, seus desejos da carne e suas aflições do descobrimento de seus corpos.

Nesta obra esta flor relata como brotar um jardim consciente, desde o plantio da semente produzindo flores com deslumbrantes variedades de cores, deixando para trás ervas que por certo serão daninhas e vis ao crescimento tardio de nossos frutos. Numa certa manhã do ano de 2005, fui presenteada com seus Conhecimentos e dali brotara mais uma linda flor que seria o início de uma interminável amizade, galgando degrau por degrau de mãos dadas, passando por solos pedregosos e caminhos sinuosos. Você, Selma Jardim é a rosa que Alagoas se curva de orgulho de tê-la como filha. E eu de tê-la como amiga…

Apresentação:
Por José Reinaldo de Melo Paes
– Médico, poeta e escritor.

Lao-Tsé disse que “o rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos”.Diferentemente do rio, o ser humano muitas vezes se perde pelos caminhos do mundo. O livro de Selma Jardim veio justamente para nos ensinar a vencer os obstáculos da vida.

Com um estilo simples e espontâneo, a autora nos oferece i mi verdadeiro guia de sabedoria e auto-ajuda. Para mim, sua grande qualidade como escritora é a simplicidade que associada a uma profunda sutileza de conteúdo. Seu estilo, suave como a brisa da primavera, traduz a essência do que lhe vai n’alma, por isso, esse livro desperta no leitor o desejo de se aperfeiçoar espiritualmente e de obter uma melhor qualidade de vida.

Observadora atenta da realidade atual, aborda temas de fundamental importância como hábitos, costumes, aprendizado, verdade, esperança, felicidade, liberdade, paz, vida, etc., mostrando sempre um caminho a seguir, um rumo a tomar.

O bom senso predomina em suas análises, desmistificando o conceito dos naturalistas de que o homem não passa de um animal cujo destino é determinado apenas pelo meio social em que vive e pela hereditariedade.

Reconhece o inconformismo e o desejo insatisfeito que ferve dentro do coração humano, mas faz apologia ao livre arbítrio e preconiza a superação dos dramas individuais. Otimista, generosa e iluminada, ensina que Deus não nos dá um problema maior do que a nossa capacidade de resolvê-lo.

Prezadíssimo(a) leitor(a) eis aqui um livro que deveria ser lançado em todo território nacional e adotado pelos colégios como leitura obrigatória para os jovens e adolescentes em formação.

Prezadíssima escritora Selma Jardim, que Deus continue iluminando sua mente nessa eterna busca de paz! Grande abraço.

Selma Jardim também é autora de outros dois livros: Uma aprendiz na Escola da Vida/Somos responsáveis pelos Nossos Atos (um livro em dois) e A Influência do Ontem no Hoje.

Contato da escritora: (82)3241-9350

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