Nós na Exposição e na Folia
fevereiro 13, 2010 by Adriana Jardim
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No dia 02 de fevereiro estávamos lá, na abertura da exposição “O Carnaval que Nos Convém na Folia dos Filhinhos da Mamãe“, mostrando todo colorido e alegria dos carnavais de Maceió. Você tem até o dia 27/02 para nos visitar.

Acima, umas das obras de Persivaldo Figueirôa, um colorido biombo de título “Mamãe, com que roupa eu vou?”. Persivaldo também homegeia a Miss Paripueira (uma figura folclórica do Município de Paripueira/AL. Eu a via passar pelas ruas quando ainda era bem criança). Abaixo à direita, em tela.

Achiles Escobar expõe uma enorme e colorida escultura de papietagem, “Palhaço”, que recepciona todos que chegam.
Mestre Vilinba também expõe “Miss Paripueira” com uma delicada e expressiva escultura de papietagem (abaixo). Ele me ensinou a técnica e sou muito grata por esta oportunidade.

E eu, próximo ao meu mestre, com a escultura Mas eu não vou tirar o bigode, que retrata os homens que se vestem de mulher no carnaval, mas não tiram de jeito nenhum o bigode!

E lá vai ele, ao som dos clarins de Momo seguindo os Filhinhos da Mamãe, de salto alto e saia de papel colorido, sombrinha na mão e ainda sóbrio!

Lá também estava a Mamãe, recolhida, preparando-se para o dia seguinte. Mas quem é a Mamãe, afinal? É uma boneca gigante (foto) que guia todos os seus filhinhos foliões pelas ruas do bairro Jaraguá ao som do frevo. Você pode ler um pouco da história do Bloco Filhinhos da Mamãe no tópico anterior a este.

Agora, nosso belíssimo Museu Théo Brandão. Visite, você vai se surpreender!

Exposição “O Carnaval Que Nos Convém na Folia dos Filhinhos da Mamãe” – Aberta ao público até 27 de fevereiro.
fevereiro 13, 2010 by Adriana Jardim
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BARROCO BRILHANTE
Com a participação de 36 artistas, a exposição O Carnaval que nos Convém na Folia dos Filhinhos da Mamãe, aberta à visitação no Museu Théo Brandão até o dia 27 de fevereiro, homenageia a festa mais popular do País e um dos blocos mais tradicionais da cidade, mas não chega a refletir sobre o fortalecimento da prévia e a quase ausência de festejos na semana do carnaval em Maceió
Legenda da foto maior: A escultura Palhaço de Achiles Escobar, é uma das obras da mostra dedicada ao carnaval.

Legenda das fotos menores: A escultura de papel Mas eu não Vou Tirar o Bigode (ou passista), de Adriana Jardim, e a peça em cerâmica Mamãe e as Folias, de Gil Lopes: múltiplos olhares acerca do mesmo carnaval.
Foi-se o tempo em que Maceió tinha carnaval. O que temos, nos dias atuais, como já afirmou o antropólogo Bruno César Cavalcanti, é um “esquálido carnaval maceioense”. Hoje a moda é pre¬parar-se para a prévia e aceitar, a cada ano, a idéia de que, para brincar na folia de momo, só mesmo saindo da cidade. Nessa “preparação”, a capital alagoana está cheia de atrativos. Uma delas é a exposição O Carnaval que nos Convém na Folia dos Filhinhos da Mamãe, aberta à visitação durante todo este mês no Museu Théo Brandão.
Com curadoria assinada por Denis Matos, a mostra – que ocupa as seis salas do espaço de exposições temporárias do museu – reúne trabalhos de 36 artistas plásticos. A idéia, segundo explica o curador, foi oferecer uma visão diversificada da representação do carnaval. Fantasias e estandartes também compõem a exposição, que não chega, exata-mente, a apresentar uma abordagem crítica da festa – seria muito apropriado tocar na ferida da ausência de festejos carnavalescos por aqui, em parte por culpa do poder público. Soa mais como homenagem. E, como o título da coletiva (que é também o título de um projeto já existente no museu) indica, a ode se destina ao simpático e divertido bloco Filhinhos da Mamãe, cuja “casa” é o museu. Não à toa, a maior parte dos artistas convidados é de foliões do bloco, que entraram pra valer no clima de carnaval, dedicando tempo, criatividade e recursos financeiros ao desfile, que será realizado na noite desta sexta-feira (05).
Logo na entrada do espaço, o visitante é recebido por coloridas fantasias que já desfilaram na prévia alagoana, todas assinadas por Gil Lopes e Denis Matos. Depois, o que se vê é a enorme escultura em papel Palhaço, de Achiles Escobar. No salão maior, trabalhos diversos. Preste atenção na delicada escultura Mas Eu não Vou Tirar o Bigode (ou Passista), de Adriana Jardim, feita a partir da técnica de papietagem, e na obra Chamo no Álcool, de Francisco Oiticica, que brinca sobre uma fotografia em pre-to-e-branco. Lula Nogueira, que tem no carnaval de rua do passado um de seus temas preferidos, “deita e rola”, resgatando figuras como o folião Tarzan, o Moleque Namorador e outros ícones alagoanos lendários do nosso carnaval.
Batizada com o título Maceió Mostra a Sua Cara, a sala destinada às máscaras deixa um pouco a desejar, já que esses artefatos, presentes no carnaval de muitas culturas (um exemplo fora do Brasil é o carnaval de Veneza), é sempre um território livre para a criatividade. Seria uma boa chance para fazer um “passeio” pela história da peça.
Uma sala dedica-se a lembrar artistas e foliões que já se foram, ora através de suas próprias obras (é o caso de Ronaldo Aureliano, Edgar Bastos, Rosival Lemos e Gaspar Luiz), ora por meio de trabalhos assinados por artistas – Setton Neto, eterno “Rei Momo” de Maceió, ganhou homenagem de Gil Lopes e de Lula Nogueira. A sempre fantasiada Miss Paripueira, figura do Litoral Norte que se tornou uma lenda por toda Alagoas, é lembrada por Vilinba, numa delicada e bela escultura em papietagem (não por acaso, ele é mestre de Adriana Jardim), e também por Persivaldo Figueirôa.
NO PALCO E NAS RUAS
Teatro, Alagoas e carnaval. A tríade temática não podia entornar caldo melhor. Foi juntando os três que nasceu o bloco Filhinhos da Mamãe, a partir da cena Conflito de Gerações, da peça Estrela Radiosa, encenada pela Cia. Teatral Comédia Alagoense e com elenco da Associação Teatral das Alagoas (ATA), que estreou em 1982. O espetáculo, que conta a história de Alagoas partindo do banquete dos índios caetés até a fundação de Maceió, traz Mamãe Pernambuco (cujo séquito é um bloco carnavalesco) ameaçando a Estrela Radiosa. Não faltou nada para inspirar atores (e foliões) a criarem um bloco que tivesse Mamãe Alagoas e seus filhinhos. Segundo o professor e ator Ronaldo de Andrade, um dos criadores da agremiação carnavalesca, o nome do bloco nascia também como uma ironia à expressão “filhinhos de papai”, usada em Alagoas para denominar rapazes da elite que “faziam o que queriam”.
Os Filhinhos da Mamãe desfilaram em 1983, no primeiro carnaval após a estreia da peça. O nascimento do bloco teve todos os foliões vestidos de bebês chorões, com fraldas e mamadeiras (cheias de álcool, é claro). Hoje com cerca de mil foliões, o Filhinhos abre a prévia carnavalesca de rua de Maceió quase como uma religião – foi o bloco que “inaugurou” a tradição de anteceder-se à festa. Na época, os foliões que criaram o bloco já se ressentiam de ver Maceió sempre fora da folia. Segundo avalia Ronaldo, “o carnaval de rua de Maceió foi se tornando cada vez mais parado porque a vida comunitária da cidade foi desaparecendo”. Este ano, o bloco nascido no palco de um teatro lembra o centenário do Teatro Deodoro. É uma ótima chance para ver de perto um exemplo da vitória do “barroco de rua”, como o antropólogo Roger Bastide (1898-1974) chamou a mais brasileira das festas.
ARTISTAS QUE PARTICIPAM
Achiles Escobar / Acioly Filho / Adriana Jardim / Agélio Novaes / Alcides J. Sales / Alex Barbosa / Ariana Almeida / Beta / Beta Bastos / Darcy Farias/Denis Matos / Deyves / Fernando Lopes / Francisco Oiticica / Getúlio Mota / Gil Lopes / Jocelene Souza / José Carlos / Lula Nogueira / Maria Cleto / Nímia Braga / Paulo Caldas / Paulo Santo / Persivaldo Figueirôa / Pierre Chalita / Rogério Gomes / Renan Padilha / Roninho / Josivaldo Reis / Salles / Sandra Aguiar / Solange Chalita / Suely Bandeira / Vânia Garcia / Vilinba / Viviani Duarte / Wanda Cleto / Zé Maria.
SERVIÇO
O que: exposição coletiva O Carnaval que nos Convém na Folia dos Filhinhos da Mamãe.
Onde e quando: no Museu Théo Brandão (av. da Paz, 1490, Centro), até o dia 27 de fevereiro; de terça a sexta-feira, das 09h às 17h, aos sábados, das 14h às 17h.
Entrada franca
Informações: 3221-2651
GAZETA DE ALAGOAS
Quarta-feira, 03 de fevereiro de 2010
Caderno B
Reportagem: Janayna Ávila – Repórter
Exposição dá boas vindas ao carnaval
fevereiro 13, 2010 by Adriana Jardim
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Para dar as boas vindas ao carnaval, o Museu Théo Brandão lança a mostra Carnaval que nos convém (foto), na folia dos filhinhos da mamãe, que faz alusão às comemorações carnavalescas. A exposição, que tem curadoria de Denis Matos, traz fotografias, pinturas, esculturas e estandartes, confeccionados por diversos artistas alagoanos.
[ Escultura da Foto: Título: Mas eu não vou tirar o bigode. Técnica: Papietagem. Uma homenagem aos homens que se vestem de mulher no carnaval. Detalhe importante: Eu que fiz!! ]
O JORNAL
Terça-feira, 02 de fevereiro de 2010
Caderno B2 | Variedades | Roteiro


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