Joaninha tem medo de barata!
dezembro 30, 2009 by Adriana Jardim
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No ano passado, no mês da minha exposição, conheci duas senhoras mineiras muito simpáticas chamadas Wanda e Suzy, mãe e filha. Ambas adoram Maceió e sempre incluem a cidade nos seus roteiros de férias. Deixaram o seguinte recado no livro de visitas da exposição: “Parabéns, queremos conhecê-la ‘pessoalmente’!”.
Claro que atendi o chamado e foi um encontro muito agradável. A parte mais legal vem agora: A Sra. Suzy adquiriu uma das minha esculturas chamada “Joaninha tem medo de barata” dizendo que tinha uma pessoa da família que morria de medo de baratas e que ia presenteá-la com a peça. Fiquei imaginando a cena da entrega do presente e a reação da presenteada. Foi divertido!
Como elas iam viajar no dia seguinte, tive que retirar a escultura da exposição e fui levar no hotel onde estavam hospedadas. Depois de muita conversa e com direito a fotografia e tudo, despedi-me. Arrumei uma fã!

Mas antes de deixá-las, a Sra. Suzy pediu que eu fizesse uma escultura de um Pierrô. Alguns dias depois o Pierrô estava pronto e a caminho de Belo Horizonte. Ela esperou com ansiedade e quando a escultura chegou, ligou-me. Percebi que estava emocionada e foi ai que me contou que seu pai adorava Pierrôs e que quando a caixa chegou: “Senti todas as lembranças chegando também”.
Que bom que minha arte diverte e emociona, que toca aquele que olha de alguma forma, que transmite uma mensagem e que esta se mistura com um pouco de cada pessoa.
Concurso de lapinhas incentiva a arte regional
dezembro 25, 2009 by Adriana Jardim
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Menino Jesus saudado por elementos representativos e tradicionais da cultura popular e do folclore alagoanos. Com essa temática, o artista plástico Arlindo Monteiro foi o vencedor do 1° Concurso de Lapinhas – uma iniciativa da Loja Ponto & Linha – com uma premiação no valor de R$ 2 mil. As três artes de presépios mais votadas na competição foram divulgadas na noite da última quinta-feira.
Com o tema Reverência ao Guerreiro Alagoano, o trabalho artístico de Arlindo apresenta em esculturas de palitos de fósforo, em miniatura, figuras do guerreiro das Alagoas – Mateu, mestre e contramestre -, Nelson da Rabeca e a banda de pífanos de Marechal Deodoro recepcionando a chegada de Cristo com música em um pátio decorado com bandeirolas coloridas nos tons da bandeira de Alagoas e três anjos da anunciação: um tocando trombeta; outro, harpa e o terceiro com um coração nas mãos, numa simbologia ao amor. Completam a riqueza de detalhes da cerimônia de recepção, num pequeno globo artístico, figuras carnavalescas, como bumba-meu-boi e cavalo marinho de carnaval.
Arlindo Monteiro ressalta a emoção da conquista do primeiro lugar com a sua habilidade em esculturas de palitos de fósforo. “Procurei ressaltar na minha arte o espírito singelo do Natal, do nascimento de Cristo, fazendo reverência também a figuras tradicionais da cultura popular de Alagoas. Estou muito feliz. E muito emocionante ser reconhecido por um trabalho tão pequeno e ao mesmo tempo tão grande”, afirma o artista, que se dedica a esse tipo de arte há cerca de 20 anos.
O concurso ofereceu mais duas premiações. Maria Eroneide Laurentino, a Nena, conquistou o segundo lugar com um trabalho em argila intitulado Na Trilha de um Menino, recebendo R$ l mil pela originalidade da arte. Já o terceiro lugar ficou com Persivaldo Figueiroa, que levou para a exposição Os Brincantes do Guerreiro a Caminho de Belém com a técnica de acrílico sobre cabaças, sendo agraciado com um prêmio no valor de R$ 800. Durante a solenidade de entrega dos prêmios, todos os artistas participantes receberam certificados.
A criatividade de 20 artistas alagoanos reconhecidos e respeitados no Estado por seus talentos artísticos – João das Alagoas, Sil da Capela, Lula Nogueira, Adriana Jardim, dentre outros – pôde ser contemplada e analisada durante a exposição de presépios por dezenas de arquitetos, com o patrocínio da Ibratim, da Florense, da Inovare e da Portobello.
A arquiteta Lourdinha Lyra, idealizadora do concurso, ressalta a importância da iniciativa para o resgate da simplicidade do espírito natalino, o reconhecimento e a valorização dos artistas alagoanos. “O Concurso de Lapinhas é um evento com vários sentidos: estimular o espírito do Natal, valorizar os artistas e despertar talentos. É uma confraternização onde profissionais da área de Arquitetura têm a oportunidade de despertar um olhar mais apurado sobre a arte popular do nosso Estado”, destaca a arquiteta.
O coro de oportunidades proporcionadas aos artistas alagoanos de divulgar a sua arte através do evento é endossado por uma das curadoras da exposição, a historiadora e diretora do Museu Théo Brandão-Ufal, Leda Almeida. “O concurso é uma forma de valorização das tradições e do verdadeiro sentido do Natal, que vem sendo mais associado a elementos que não estão ligados a nossa cultura. Outro fator importante é a apresentação a arquitetos alagoanos do potencial e da criatividade dos artistas alagoanos”, enfatiza Leda.
A idéia da exposição de presépios por talentos alagoanos nas artes manuais é considerada pelos organizadores e participantes do evento como uma forma de apoio, dando mais visibilidade aos trabalhos de artistas da terra. As lapinhas continuam expostas à contemplação do público até o final deste mês.
Elô Baêta - Reporter
Matéria: O Jornal – 19 de dezembro de 2009
Livro “Não Há Tempo Perdido” de Selma Jardim
dezembro 22, 2009 by Adriana Jardim
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Tudo começou com um sonho que transformei em realidade. Escrever meus livros foi um grande prazer, uma tarefa mágica e enriquecida. Editei no ano passado: Um aprendiz na escola da vida e somos responsáveis pelos nossos atos. (um livro em dois). Eles refletem situações vivenciadas por mim. conseqüências e reflexões. Sem pretensão posso afirmar que adquiri admiradores e amigos, não sou uma intelectual, mas simplesmente uma dona de casa que amadureceu com a experiência da vida, que busca um aprimoramento e uma vivência feliz.
Maria Selma Motta Jardim nasceu em Maceió/Al, em 01 de fevereiro de 1939. Seu novo livro chama-se “Não há Tempo Perdido” e tem como ilustração de capa uma de suas pinturas. “Abordo assuntos relacionados com os jovens: o sexo, adolescência, o exercício sublime do entendimento entre eles e seus pais, repasso conceitos que adotei em minha vida e que deram certo, me aprofundo no desejo de buscarmos a Paz e nos caminhos para encontrá-la. Além desses textos, há contos, reflexões, mensagens, tudo narrado com muito carinho e sinceridade. Aspiro auxiliar e para isso busco a sintonia com Deus, Nele encontro sempre o equilíbrio. Espero que vocês se identifiquem comigo, com os meus valores e apreciem a leitura”, diz a autora.

Contracapa:
A Mais Bela Flor do Jardim
Por Maria Luiza Russo – Bibliotecária; especialista em Indexação da Informação; diretora da Biblioteca Pública Estadual; professora do curso de Biblioteconomia da UFAL e contadora de histórias.
Assim como a abelha pousa de flor em flor. A cigarra solta seu belo canto por entre as árvores e pomares. Em espumas e véu de noiva, a cachoeira derrama as lágrimas do conhecimento, regando todo o jardim. Nasceu neste jardim uma flor especial dentre outras margaridas, rosas e violetas… Selma Jardim é o nome desta preciosa flor, que lança sua terceira pétala intitulada…Não há tempo perdido.
Germinada do mais belo jardim, presenteia-nos com sua terceira e mais bela obra criada para enternecer os corações de nós leitores e presentear com seus argumentos os nossos filhos ainda jovens, todo conhecimento de suas relações ainda imaturas, seus desejos da carne e suas aflições do descobrimento de seus corpos.
Nesta obra esta flor relata como brotar um jardim consciente, desde o plantio da semente produzindo flores com deslumbrantes variedades de cores, deixando para trás ervas que por certo serão daninhas e vis ao crescimento tardio de nossos frutos. Numa certa manhã do ano de 2005, fui presenteada com seus Conhecimentos e dali brotara mais uma linda flor que seria o início de uma interminável amizade, galgando degrau por degrau de mãos dadas, passando por solos pedregosos e caminhos sinuosos. Você, Selma Jardim é a rosa que Alagoas se curva de orgulho de tê-la como filha. E eu de tê-la como amiga…
Apresentação:
Por José Reinaldo de Melo Paes – Médico, poeta e escritor.
Lao-Tsé disse que “o rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos”.Diferentemente do rio, o ser humano muitas vezes se perde pelos caminhos do mundo. O livro de Selma Jardim veio justamente para nos ensinar a vencer os obstáculos da vida.
Com um estilo simples e espontâneo, a autora nos oferece i mi verdadeiro guia de sabedoria e auto-ajuda. Para mim, sua grande qualidade como escritora é a simplicidade que associada a uma profunda sutileza de conteúdo. Seu estilo, suave como a brisa da primavera, traduz a essência do que lhe vai n’alma, por isso, esse livro desperta no leitor o desejo de se aperfeiçoar espiritualmente e de obter uma melhor qualidade de vida.
Observadora atenta da realidade atual, aborda temas de fundamental importância como hábitos, costumes, aprendizado, verdade, esperança, felicidade, liberdade, paz, vida, etc., mostrando sempre um caminho a seguir, um rumo a tomar.
O bom senso predomina em suas análises, desmistificando o conceito dos naturalistas de que o homem não passa de um animal cujo destino é determinado apenas pelo meio social em que vive e pela hereditariedade.
Reconhece o inconformismo e o desejo insatisfeito que ferve dentro do coração humano, mas faz apologia ao livre arbítrio e preconiza a superação dos dramas individuais. Otimista, generosa e iluminada, ensina que Deus não nos dá um problema maior do que a nossa capacidade de resolvê-lo.
Prezadíssimo(a) leitor(a) eis aqui um livro que deveria ser lançado em todo território nacional e adotado pelos colégios como leitura obrigatória para os jovens e adolescentes em formação.
Prezadíssima escritora Selma Jardim, que Deus continue iluminando sua mente nessa eterna busca de paz! Grande abraço.
Selma Jardim também é autora de outros dois livros: Uma aprendiz na Escola da Vida/Somos responsáveis pelos Nossos Atos (um livro em dois) e A Influência do Ontem no Hoje.
Contato da escritora: (82)3241-9350
Concurso de Presépios é Uma Mostra de Talento
dezembro 20, 2009 by Adriana Jardim
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Concurso de lapinhas desafia artistas alagoanos a explorar nordestinidade na temática natalina

Natal de Papel
Vinte artistas alagoanos usaram a criatividade e fizeram presépios alinhados à nordestinidade. Os trabalhos fazem parte de um concurso de lapinhas, cujo resultado será conhecido hoje, na loja Ponto & Linha, após avaliação de dezenas de arquitetos alagoanos.
Participam da iniciativa: João das Alagoas, Lula Nogueira, Persivaldo Figueiroa, Arlindo Monteiro, Adriana Jardim, José Carlos da Silva, José Aciole Filho, Roni Von e Sil Silva, entre outros.
A curadoria da mostra de lapinhas e do concurso é formada por Beto Normande, pela diretora do Museu Théo Brandão-Ufal Leda Almeida, pelo design Gustavo Baraldi e pela arquiteta Rebeca Castro. A idealizadora foi a arquiteta Lourdinha Lyra, no intuito de valorizar e estimular a tradição da produção de esculturas de presépios natalinos no Estado. “Sempre gostei de arte popular e acredito que um dia esse segmento artístico terá o devido reconhecimento em nosso meio”, resumiu, agradecendo o patrocínio da Ibratim, Florense, Inovare e Portobello nesse projeto.

Eu entre dois grandes artistas: Ednilson Salles, um dos meus mestres e Persivaldo Figueirôa, curador da minha primeira individual. Todos participantes da Mostra.
Cada artista está participando com uma lapinha de sua autoria e as três primeiras classificadas receberão prêmios. As peças estão expostas na loja e chama a atenção dos visitantes a riqueza de idéias e a inovação dos artistas ao explorarem o mesmo tema, cada um apresentando uma proposta diferente, com diversos materiais e cores, mas predominam trabalhos em argila.
João Carlos Silva Júnior, de Capela, filho de João das Alagoas, optou pela simplicidade. Criou uma peça em argila com José, Maria e uma parteira segurando o menino Jesus. “A parteira é um personagem bem representativo da nossa cultura nordestina, por isso fiz questão de colocá-la no presépio”, argumenta o artista, mostrando o quanto foi detalhista nesse trabalho, deixando traços perfeitos da sua técnica e habilidade com a argila. A precisão vista na orelha, mãos, pés, e até na gola do paletó do carpinteiro José, os cabelos crespos e bem curtos são observados com admiração pelos visitantes da mostra. José Carlos ressaltou que vende suas obras sob encomenda para o Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Belo Horizonte, onde a arte popular é mais valorizada. “Aqui esse tipo de trabalho é visto com certo preconceito, por isso me surpreendi quando soube do concurso e vim participar”.
Roni Yon, também de Capela, fez a sagrada família em estilo tradicional: Maria, José, o menino Jesus e alguns animais como carneiros e galo compondo o presépio. “Levei cinco dias para concluir as peças e usei uma técnica que deixa o barro bem liso, resultando nessa aparência de pedra-sabão. Nunca concorri a prêmios e minha expectativa é grande nessa primeira experiência”, confessa, acrescentando ter participado a poucos dias da Expo Minas, uma exposição de arte popular onde artistas de todo o Brasil expuseram no Centro de Convenções de Belo Horizonte, junto com João das Alagoas, seu mestre, e José Carlos da Silva. “Nosso estande, o de Alagoas, fez muito sucesso e voltei entusiasmado”.
Arlindo Monteiro conseguiu o que parece impossível: fez com palitos de fósforos um presépio com mais de 15 figurantes, entre personagens bíblicos e animais. Tudo envolto num globo de vidro. Já Persivaldo Figueiroa não podia deixar de transpor para o presépio o colorido marcante que consagra sua veia artística. Dessa vez, usou acrílico sobre cabaças e deu forma aos elementos típicos da lapinha. Vale à pena conferir.

Persivaldo Figueirôa, Lurdinha Lyra (realizadora da Mostra) e eu.
Também saiu do comum Adriana Jardim, com a técnica da pepietagem moldando cada personagem do cenário mais tradicional do nascimento de Jesus. José Aciole, por sua vez, fez o presépio com gengibre e argila. No acabamento das peças vem o tom nordestino: fitas de guerreiro pendendo da cabeça dos figurantes. É um show de criatividade! Observe o capim usado por Lula Nogueira na cabana que acolhe a sagrada família e seus animais. Ah, não faltou nem o tradicional filé nordestino na vestimenta da mãe de Jesus, do seu filho Salvador e do carpinteiro José.
SERVIÇO: Quem quiser conferir esses e os demais trabalhos da exposição não deixe de visitar a Ponto & Linha (Rua Engenheiro Mário de Gusmão, na Ponta Verde), onde as lapinhas continuam à mostra até o fim do mês.
Texto: Matéria O Jornal de 17 de dezembro de 2009.


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